titulo do conteudo salanews LEI SECA COMPLETA DOIS ANOS COM AVANÇO

Umuarama - Dados do Ministério da Saúde divulgados ontem mostram que, depois de um ano de vigência da Lei Seca, o número de mortes por acidentes no trânsito caiu 6,2% em comparação aos 12 meses anteriores.
Em número absolutos, foram 2.302 mortes a menos no país no período, uma redução de 36.924 para 34.597. De todos os estados, o Rio de Janeiro foi o que mais conseguiu avanços. Registrou queda de 32% nos óbitos no trânsito, seguido pelo Espírito Santo (-18,6%) e por Alagoas (-15,8%). Mais treze unidades, além do Distrito Federal, também reduziram o índice. Neste domingo, a Lei Seca completa dois anos.
De acordo com o ministério, o risco de morrer de acidentes de trânsito no Brasil também diminuiu 7,4% no ano seguinte à lei. Dessa maneira, a taxa de mortalidade (divisão do número de óbitos por grupo de habitantes) passou de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3.
Durante divulgação dos dados, no Rio, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o país chegou a um ponto "dramático" em termos de morte no trânsito e que políticas educativas não eram suficientes para combater o problema. "Foi preciso uma lei rigorosa para que a população abrisse os olhos", afirmou. "A sociedade precisava de um pai, de um limite."
O ministro também comentou a situação de estados que não conseguiram frear os acidentes ou apresentaram pouca redução, como São Paulo, cuja queda foi de 6,5%. "É preciso que se esforcem mais. Peço para que olhem para o Rio de Janeiro. Os estados podem aprender com a experiência dos demais", completou em relação a programa do governo fluminense.
Mesmo insatisfeito com os congestionamentos que as blitzen provocam no trânsito durante à noite, o motorista carioca Álvaro Neto acredita que a Lei Seca reforça o consenso de que beber e dirigir é uma irresponsabilidade. "As pessoas ficaram mais conscientes depois da lei. Vemos muita gente adotando o amigo da vez - aquele que não bebe e é responsável por conduzir os amigos."
Criada em 20 de junho de 2008, a Lei Seca determina que motoristas flagrados com níveis de álcool de até 2 decigramas por litro de sangue podem ser detidos de 6 meses a 3 anos, estão sujeitos à infração gravíssima de trânsito com multa de R$ 957,70, além da suspensão do direito de dirigir.
Bebida e direção, mulheres dão o exemplo

O mesmo levantamento mostra que o percentual de homens que declaram dirigir depois de beber é maior do que o de mulheres. Antes da Lei Seca, 4,1% dos homens admitiam dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas. Esse percentual caiu para 2,8% logo após a vigência da lei, em junho 2008, mas no ano passado voltou a subir, atingindo 3,3%. Entre as mulheres, manteve-se estável nos últimos três anos, variando entre 0,2% e 0,3%. Para sensibilizar os motoristas sobre os riscos de acidentes, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu a ajuda das mulheres para convencer os homens a não misturar bebida e direção. "É importante a participação das mulheres, cobrando de seus amigos, namorados, parentes, maridos, filhos, netos, sobrinhos. É preciso chamar a turma: Você bebeu? Então não dirija!", disse o ministro ao anunciar os resultados do levantamento, no Rio de Janeiro. A pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, por telefone, com 54 mil pessoas, confirma que o número de motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas, de maneira geral, caiu depois da Lei Seca. Em 2009, o percentual de motoristas com esse comportamento (entre homens e mulheres) era de 1,7%, acima do índice de 1,4% registrado em 2008, mas abaixo do índice identificado em 2007, de 2,1%, quando ainda não havia limites estabelecidos de ingestão de álcool.
A pesquisa também mostra que os adultos costumam misturar bebida e direção mais do que os jovens. Entre os motoristas de 25 a 34 anos, o percentual é de 2,1%; e de 2% entre os motoristas de 35 a 44 anos. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual é de 1,8%.

Fonte Umuarama Ilustrado

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